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Officine Panerai – O culto do design italiano

A Officine Panerai destaca-se pelo estilo inconfundível dos seus relógios militares com o clássico dispositivo protetor da coroa. Os relógios-instrumento foram percursores do tamanho sobredimensionado e primam pela robustez, pela precisão e pela funcionalidade.

Com uma estética absolutamente singular, os relógios Panerai não passam certamente despercebidos. As imponentes caixas que vão dos 42 mm aos 48 mm assentam nos modelos originais lançados nas décadas de 30 e 40, altura em que a manufatura concebeu os primeiros instrumentos de mergulho para a Marinha Real Italiana. Um dos modelos essenciais na coleção da marca italiana é o Luminor, imediatamente reconhecível pela ponte protetora da coroa. Este dispositivo garante a estanqueidade absoluta do relógio. Consiste numa ponte com uma pequena alavanca, que, ao ser acionada, liberta a coroa para que se possa dar corda ou acertar o relógio. A marca florentina conta com uma grande legião de fãs, entre os quais se contam atores como Brad Pitt, Pierce Brosnan e o ator italo-americano Sylvester Stallone, que usou um Luminor no filme Pânico no Túnel. A marca lançou uma edição de 50 exemplares com a sua assinatura – a edição especial SlyTech.
O primeiro protótipo de relógio de pulso foi criado pela Panerai em 1936, a fim de equipar os mergulhadores italianos da Segunda Guerra Mundial nas suas missões subaquáticas. Batizado de Radiomir, o modelo histórico foi assim designado em alusão ao pó luminoso à base de rádio aplicado sobre o mostrador, que permitia a sua legibilidade em ambientes sem luz. Com uma possante caixa de 47 mm, a clara semelhança com o formato sobredimensionado do Rolex Oyster não é um acaso, dado que este modelo vinha equipado com um movimento desta manufatura. Atualmente, a Panerai ramifica a sua coleção de relógios em quatro linhas distintas: Radiomir, Radiomir 1940, Luminor e Luminor 1950. As linhas intituladas com as décadas de 1940 e 1950 recuperam a estética dos modelos originais com modelos vintage. O catálogo da marca compreende ainda cronógrafos, relógios de três ponteiros com segundo fuso horário, movimentos de corda automática, bem como de corda manual, incluindo um relógio de calibre manual com turbilhão.

A filosofia estética da marca florentina

Os relógios Panerai figuram entre os grandes exemplos do design italiano, nascidos na época de ouro do pós-guerra, caracterizada por uma nova expressão criativa. Entre os símbolos de bom design industrial desta época contam-se a Vespa, o Fiat 500 ou ainda as máquinas de escrever Olivetti. Os modelos Radiomir e Luminor preservaram o ADN original da marca, assente em linhas puras, máxima clareza e legibilidade. De uma imbatível robustez, identificam-se pela sua caixa em forma de almofada com mostradores pretos redondos, nos quais os grandes indexes e algarismos árabes luminescentes ganham destaque. A emblemática ponte protetora da coroa constitui um elemento fundamental do visual dos relógios Panerai, concebidos originalmente para o mergulho técnico. O conceito estético da Panerai levou a marca à fama e desperta as emoções de muitos fãs que dão pelo nome de "Paneristi".

Movimentos de manufatura

A Panerai alcançou o cobiçado estatuto de manufatura em 2005, ano em que passou a desenvolver integralmente os seus próprios movimentos relojoeiros. Até esse ano, a sua produção era baseada nos calibres da ETA, empresa que pertence ao Grupo Swatch. A marca adquiria também movimentos a especialistas como a Zenith ou a Jaeger-LeCoultre. Um dos calibres mais utilizados era o Valjoux 7750 (sem função de cronógrafo) e o calibre de corda manual Unitas 6497.
O calibre P.2002 marca um ponto de viragem para a Officine Panerai. Trata-se do primeiro movimento de manufatura inteiramente desenvolvido pela Officine Panerai nas suas instalações, em Neuchâtel. O calibre mecânico compõe-se de um total de 247 componentes e tem uma dimensão de 31 mm de diâmetro por 6,6 mm de espessura. Três tambores ligados em série asseguram uma excecional autonomia de 8 dias, sendo a indicação da reserva de marcha feita numa janela no fundo. O balanço bate a 28.800 alternâncias/hora. O calibre oferece ainda a cómoda função de reset dos segundos para maior precisão na hora de acertar o relógio (quando se puxa a coroa, os pequenos segundos posicionam-se automaticamente no zero, para facilitar a sincronização com o sinal horário). Inclui, ainda, a indicação do segundo fuso horário (GMT). A janela da data encontra-se posicionada às 3 horas.
O calibre P.2003 trata-se de uma versão automática do P.2002. O movimento é composto de 296 peças, mede 8 mm de altura e 31 mm de diâmetro. O aumento de espessura de 1,4 mm deve-se ao rotor em peça única bidirecional, o qual apresenta a inscrição "Officine Panerai". A massa oscilante do mesmo carrega a corda em ambos os sentidos, e a autonomia alcança os 10 dias.
O Calibre P.2004 equipa os cronógrafos de corda manual, sendo este o primeiro calibre de cronógrafo desenvolvido e produzido pela Panerai. Este é composto de 321 peças e apresenta uma espessura de 8,2 mm. Um botão localizado às 8 horas permite ativar as funções de start/stop e reset. Tal como o Calibre P.2002, este calibre de corda manual apresenta também 8 dias de autonomia. Vem, ainda, equipado com uma função GMT e indicação de data.

Calibre P.2005 com turbilhão

O calibre P.2005, de corda manual com turbilhão, constitui uma obra-prima relojoeira. O turbilhão é um sistema inventado por Abraham-Louis Breguet, em 1798, para anular as imprecisões dos mecanismos relojoeiros decorrentes da força da gravidade — no tempo em que os relógios estavam sempre na vertical (no bolso, na mesa ou na parede). Graças a um dispositivo em forma de gaiola que inclui no seu interior os órgãos de escape e o binómio balanço/espiral, uma volta completa de um minuto anula os efeitos da gravidade. Um dos aspetos mais interessantes ao nível técnico no turbilhão da Panerai é o facto de a gaiola do turbilhão fazer uma rotação completa em 30 segundos, em vez de nos tradicionais 60 segundos, girando perpendicularmente à roda do balanço. Fascinante é também o facto de os três tambores de corda serem abertos, permitindo acompanhar o desenrolar das molas que garantem uma reserva de corda de seis dias. A beleza deste complexo mecanismo pode ser apreciada no próprio mostrador através do fundo transparente.

Tradição desde 1860

A fascinante história da manufatura relojoeira Panerai remonta ao ano de 1860, quando Giovanni Panerai abre uma pequena oficina relojoeira em Florença que incluía também uma escola de relojoaria. Na esteira de génios como Leonardo da Vinci e Galileo Galilei, que anteriormente se haviam dedicado a conceber instrumentos de medição do tempo, a oficina na Ponte alle Grazie floresce. Muito embora os documentos originais desta época tenham desaparecido nas cheias de 1966, o que torna a história da empresa familiar difícil de reconstruir, sabe-se que, no início do século XX, a empresa dava pelo nome de "Orologeria Svizzera". Após a morte de Giovanni Panerai, é o seu filho Leon Francesco quem o sucede, e sucessivamente Guido Panerai, filho deste último. No início, importavam componentes de relógios suíços, que eram depois montados e regulados na oficina de Florença, um trabalho que era feito pelos relojoeiros formados na própria escola da empresa.
A Orologeria Svizzera da família Panerai estabelecia-se, assim, no início do século XX, como a melhor relojoaria florentina. A par de serem concessionários de marcas luxuosas como a Jaeger-LeCoultre, a Ulysse Nardin, a Vacheron Constantin e a Rolex, eram também especializados na venda de peças de ourivesaria e relojoaria. Entre os clientes da Orologeria Svizzera contavam-se figuras proeminentes da sociedade florentina da época e até mesmo a família real italiana.

Cooperação com a Marinha Italiana

A partir de 1910, a empresa começa a produzir instrumentos técnicos de elevada precisão para a Marinha Real Italiana. Uma carta de Giuseppe Panerai ao capitão Carlo Ronconi, parente da família Panerai, atesta o início da colaboração oficial neste ano, que se prolongará de forma muito intensa durante toda a época dos conflitos mundiais. Iniciam-se, então, as primeiras experiências com materiais luminescentes, para permitir a legibilidade dos instrumentos em ambientes sem luz, até se descobrir um novo tipo de material baseado em fluido de zinco ativado com rádio, batizado de Radiomir. Na sequência desta descoberta, são feitas várias encomendas, assim como pedidos de patente. Num registo de patente francês, datado de 1916, lê-se pela primeira vez a palavra "Radiomir", termo derivado das palavras italianas "radio" e "mira". Nos anos que se seguiram, a Panerai criou os mais diversos acessórios militares para a Marinha Italiana, como lanternas subaquáticas, bússolas, barómetros e profundímetros.
Em 1936, três anos antes do início da Segunda Guerra Mundial, a Officine Panerai criou o seu primeiro protótipo do Radiomir. Depois de os comandos da Marinha italiana terem testado diversos relógios de mergulho de outras marcas, este foi o modelo eleito para ser usado por um grupo militar especial que estava a ser formado. Um relógio que acabou por demonstrar a sua elevada resistência e a sua funcionalidade, quer de dia quer de noite. Já na altura a caixa apresentava as notáveis proporções de 47 mm de diâmetro. O mostrador híbrido combinava os algarismos romanos e árabes com um triângulo posicionado às 12 horas. Foram produzidos apenas 10 exemplares destes relógios, que vinham equipados com uma correia resistente à água.
A partir de 1938, o Radiomir passou a fazer parte do equipamento dos mergulhadores de combate da Marinha, o chamado Grupo Gama. O modelo produzido em série recebeu algumas melhorias, nomeadamente a inclusão de algarismos árabes, às 3, às 6, às 9 e às 12 horas. O mostrador foi também renovado e surgiu com uma estrutura sanduíche com dois discos de metal, em lugar de um só. O disco de baixo vinha revestido a "radiomir", e o de cima apresentava os algarismos e indexes devidamente recortados, para deixar entrever material altamente luminescente. A sua luminescência era tão potente que os mergulhadores se viam obrigados a tapar o relógio regularmente, para evitar serem descobertos pelo inimigo. Por volta de 1940, a caixa foi também renovada, no sentido de aumentar a sua resistência e a sua fiabilidade, mas também de atualizar o design. Assim, os apoios de correia integrados foram otimizados e a coroa passou a apresentar uma forma cilíndrica, em lugar de cónica. O relógio de mergulho albergava um Calibre Cortébert 620.
É também na década de 40 que a Panerai desenvolve aquela que é hoje a sua imagem de marca: a famosa ponte com alavanca de bloqueio que protege a coroa do relógio. Este sistema garante uma estanqueidade perfeita do relógio, ao pressionar a coroa na caixa. Além disso, protege efetivamente o mecanismo contra choques. Este é usado nos modelos Luminor, cujo nome deriva do material luminescente "Luminor", à base de trítio. Foi introduzido no final dos anos 40, e veio substituir os revestimentos de rádio, por este ser radioativo. O calibre que equipava os Luminor nesta época era o Cortébert, de corda manual.

A história de sucesso da Panerai

Relógios marcantes e de notáveis proporções constituem a assinatura de marca da manufatura de luxo florentina. O seu visual caracterizado por linhas essenciais e máxima clareza e a ponte da coroa tornam os relógios Panerai inconfundíveis. Concebidos para responder às mais elevadas exigências militares, ganharam notoriedade pela sua extrema funcionalidade e pela sua clara legibilidade. A Panerai atingiu um estatuto de culto entre colecionadores e apreciadores do estilo, ganhando fama no pulso de atores como Sylvester Stallone ou o embaixador embaixador oficial da marca, Mike Horn, explorador sul-africano. A integração da marca no grupo Richemont permitiu a sua evolução, tanto em termos técnicos como de desenvolvimento de imagem. Hoje, os modelos Radiomir ou Luminor já não são relógios para uso exclusivamente militar. Tornaram-se relógios desportivos, com um certo estilo military-chic, que apelam tanto a um homem urbano e criativo, como a gestores das mais diversas áreas, ou a exploradores modernos — abaixo ou acima do nível do mar.

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